Projections of sound + vision using technology and non-technology to push the limits of universal love wave correspondence.
| 2008/10/25 | New Paintings at Coletivo Galeria, Sao Paulo |
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Tudo é branco sobre branco. Rob Mazurek gosta de trabalhar com poucos elementos. Em suas pinturas, usa cores puras. Nos filmes, opera intensidades de luz. Um brilho que apaga e acende. Aparece e desaparece, com maior ou menor velocidade. Curiosamente, em elementos tão definidos, ele procura o que é instável, irregular e passageiro. Nas pequenas pinturas em papel, ele sobrepõe finas camadas de tinta branca com pinceladas gestuais. São camadas e camadas. Entre uma e outra, a superfície recebe um borrifo delicado de carvão. Com esse procedimento, era possível que o artista constituísse uma forma branca robusta, inteira. Mais ou menos como as pinturas claras de Célia Euvaldo e Robert Ryman. Não é o que acontece. Quanto mais tinta, menos sólida a cor se parece. O estável branco do papel mostra-se gasoso. As manchas figuram algo dispersivo, uma ausência de definição. No entanto, em meio à cor que se desfaz, surgem pequenas formas e figuras reconhecíveis. A silhueta de uma natureza morta, a sombra de um corpo. Tudo aparece como se estivesse prestes a desaparecer. As formas surgem do nada e se vão. Como se Mazurek desenhasse na correnteza. Tiago Mesqita |